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Por Gilson Correa Alves

VIRANDO A MESA

Há algumas semanas, o senador Jayme Campos e seu irmão Júlio Campos, deputado estadual e fundadores do União Brasil — partido oriundo da antiga Arena, PDS, Democratas e agora União Brasil — vêm incomodando o cenário político em Mato Grosso. Jayme, atualmente senador cujo mandato termina no final deste ano, lançou legitimamente sua candidatura ao Governo de MT.

Essa atitude tem causado desconforto ao governador do estado, Mauro Mendes, que, praticando infidelidade partidária, posicionou-se em favor da candidatura de seu atual vice, Otaviano Pivetta.

Entenda o quadro: Mauro Mendes, por conveniência, é o atual presidente da sigla partidária. Já Jayme e Júlio são fundadores do partido e, juntamente com outros correligionários, organizaram diversos diretórios, conquistaram várias prefeituras e vice-prefeituras, além de elegerem vereadores na capital e no interior. Nessa “sinuca de bico”, Mauro resolveu se manifestar dizendo que Jayme, se quiser ser candidato, precisa passar pela convenção do partido e disputar voto a voto. Mas a pergunta é: disputar com quem, se o partido não tem outro candidato além de Jayme? Outra questão: teria Mauro se transformado em “democrata” de repente? Pois essa não foi sua postura ao definir o candidato a prefeito do partido para as eleições municipais  de 2024, Especialmente em Cuiabá.

Na minha humilde opinião, mesmo sendo presidente do partido em MT, Mauro não conseguirá impedir a candidatura de Jayme. Apesar de ocupar a presidência da sigla, não tem musculatura política suficiente para tanto. Já Jayme e Júlio têm força para manter a candidatura.

Na verdade, Jayme já virou a mesa e mexeu no tabuleiro do jogo político do estado, especialmente na jogada do  governador.

Gilson Alves

@empocaspalavrass

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